A Relação entre Obesidade e Redução nos Níveis de Testosterona

Publicado em 17 de agosto de 2017 às 7:11am

ferritina abbm

Provavelmente você associe MOSH à dança em roda das festas punk ou de heavy metal, ou aquele salto que cantores fazem, sendo recebidos nos braços de sua plateia. Porém, trata-se de um acrônimo do inglês (Male Obesity-associated Secondary Hypogonadism) que nada tem de festivo. É o hipogonadismo secundário masculino relacionado à obesidade – na tentativa de facilitar ainda mais a compreensão: “uma andropausa causada pela obesidade” – deixo assim.

Hoje, sabemos que existe um ciclo metabólico vicioso que envolve a baixa  produção de testosterona pelas células de Leydig (nos testículos), o aumento na gordura visceral e seus produtos inflamatórios tóxicos, a alteração no sono, a resistência à insulina e à leptina e o descontrole do eixo hipófise-hipotálamo – que controla a produção hormonal em nível central. Falo em ciclo porque cada um desses fenômenos potencializa os de mais. O conceito de MOSH é interessante e útil – e tende a se tornar corriqueiro – porque atribui à obesidade a sua real importância como causadora de carências das quais os homens na meia e terceira idade se ressentem: disposição e força física, energia, controle emocional, libido e vigor sexual. Existem, é claro – e deixo disponível outros textos sobre o assunto -, diversas causas “clássicas” da andropausa (hipogonadismo). Posso mencionar que o próprio envelhecimento em alguns casos é uma delas, assim a sobrecarga de ferro, as lesões ou doenças testiculares e distúrbios em outros hormônios, como os da tireoide. No entanto, no estágio de compreensão atual, sabemos que a obesidade afeta diretamente a saúde do homem prejudicando o funcionamento testicular e das regiões cerebrais encarregadas de administrar níveis de testosterona. Quando da presença da dupla obesidade e diabetes, os impactos são ainda mais claros e maiores.

E as estatísticas apontam claramente para essa associação. Segundo pesquisa americana, 40% dos obesos com mais de 45 anos de idade apresentaram hipogonadismo; naqueles com obesidade + diabetes, chegou-se a metade (50%!).

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