Desidratação em idosos

Desidratação é uma das principais causas de internação de pacientes idosos, especialmente em épocas de grande calor. Os idosos apresentam uma tendência maior à desidratação por possuir menor quantidade de líquido no corpo, por sentir menos sede e fome.

Quais idosos apresentam risco aumentado para desidratação?

 Idade acima de 85 anos, mulheres, baixo peso, insuficiência renal, dependência para realizar atividades diárias, hospitalizados ou residentes de instituições de longa permanência, idosos com cuidadores com pouco treinamento, idosos com demência e depressão, jejum, ter mais de cinco doenças crônicas e uso de medicamentos como diuréticos.

São causas de desidratação em idosos:

  • Medicações, como diuréticos e laxantes;
  • Hiperglicemia (açúcar alto no sangue);
  • Diarréia e vômitos;
  • Exposição a altas temperaturas;
  • Infecções;
  • Esforço físico.

Muitas vezes os sinais de desidratação são discretos; são eles:

  • Confusão
  • Fraqueza muscular
  • Constipação (ficar sem “ir aos pés”)
  • Olhos profundos
  • Tontura
  • Cãibras
  • Dor de cabeça
  • Febre
  • Irritação
  • Desorientação e esquecimento
  • Infecção urinária e pneumonia
  • Taquicardia (batimentos cardíacos acelerados)
  • Perda de peso
  • Pele seca e com menor elasticidade
  • Menor produção de urina
  • Quedas
  • Hipotensão (pressão baixa)
  • Piora em infecções

Uma informação muito útil na avaliação de pacientes idosos com suspeita de desidratação é o peso do paciente e o quanto ele perdeu. Outro sinal importante é o turgor cutâneo, que pode ser avaliado pelo tempo que a pele demora para voltar ao normal após ser pinçada: quanto maior for o tempo necessário para a pele voltar ao normal, maior a chance do idoso estar desidratado.

As principais complicações (consequências) da desidratação são: falência dos rins, coma, anormalidades nos minerais do sangue (sódio e potássio).

Como podemos evitar a desidratação em idosos?

A melhor maneira de prevenir a desidratação em idosos é a ingestão de quantidades adequadas de água e de outras bebidas saudáveis (sucos). A quantidade recomendada é de cerca de 1,7 litro por dia.

Pode-se oferecer bebidas com sabor, com mais fácil aceitação como sucos, chás ou água de côco. Está comprovado que lembrar os idosos de que eles necessitam ingerir água é uma medida que funciona.

Deve-se deixar água sempre disponível; estimular a ingestão de água no momento de se escovar os dentes, durante a tomada de remédios e durante as refeições.

Adaptar utensílios para facilitar a oferta de líquidos, como canudos, copos com bico, seringas e até mesmo mamadeira.

Educar os pacientes e seus familiares sobre os riscos de desidratação também diminuem os riscos para os idosos.

Alimentos e bebidas contendo sódio e potássio (sucos e frutas) devem ser consumidos para manter os níveis desses minerais no organismo.

Para pacientes com disfagia (dificuldade de deglutição) pode ser usado espessante, para diminuir o risco de aspiração.

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