Hospital Geral Completa Hoje 70 anos (1/11/47)

Publicado em 1 de novembro de 2017 às 10:08am

Chegamos a uma data importante e histórica para a cidade de Novo Hamburgo: os 70 anos do Hospital Municipal, ou do Geral, como muitos ainda o chamam.

E, hoje, precisamos falar um pouco sobre nosso hospital.  Sim: nosso, de todos os hamburguenses. A saúde pública no Brasil passa por grandes dificuldades e é importante que se valorize quem nela trabalha e se discuta como melhorar e manter o atendimento.

Fundado em 1947, depois de quase duas décadas de esforços comunitários, com o nome de Hospital Operário Darcy Vargas, o Municipal tem sido local de nascimento e cuidado para grande parte da população. Na época, seus principais objetivos eram a assistência aos pobres, em especial na maternidade, além de ser o local de tratamento para tuberculose. Na época não havia SUS, porém os operários realmente não pagavam por seu atendimento – característica solidária essa que o hospital mantém até hoje, sendo 100% SUS.

 

Dr. Leo Adams

Dr. Leo Adams

Outro ponto importante para destacar, que remete aos primórdios da instituição, é que se hoje parece desafiante ser médico imagine como foi para o único colega que atendeu lá nos seis primeiros anos: o Dr. Léo Breno Adams. Com certeza, um mito!

 

Setenta anos se passaram e podemos dizer que o “Geral” tem cumprido sua missão. Digo mais: está estruturado para melhorar ainda mais e ser reconhecido, de forma merecida, como um hospital regional para o Vale do Sinos – a faculdade de Medicina da FEEVALE vai contribuir e muito para isso. Muito mais do que o investimento de aproximadamente 10 milhões que será feito para o hospital-escola, o acréscimo de profissionais qualificados e o ambiente de ensino elevarão e muito a qualidade do serviço prestado pela instituição.

 

Destaco que o modelo de gestão por “fundação pública” também possibilitou avanços e serve como alicerce para passos ainda mais largos. Hoje, a gestão do hospital fica a cargo de uma empresa pública e municipal – isso mesmo, também pertencente a todos hamburguenses –, o que permite uma maior consonância entre os interesses coletivos com sua administração e com seus funcionários. E o resultado do sucesso desse modelo é a manutenção do atendimento, sem reduzir leitos ou serviços, apesar das dificuldades dos último biênio.

 

Sobre as dificuldades e problemas da ordem de qualidade de serviços, de precariedade em aspectos estruturais e da gestão, eles também fazem parte da história da instituição.  As crises aconteceram e macularam muito a imagem do hospital. Há 10 anos, o risco era de que se fechassem as portas. O que, felizmente, não ocorreu. Acertar o ponto de como administrá-lo, da forma de fazer as contratações e de como qualificar projetos para ampliações demandou tempo e conseguiu-se, sim, aprender com os erros. Ao longo desse tempo, dezenas de pessoas dedicaram suas vidas e sua disposição a tentar mudar esse quadro – e muito se evoluiu. Conheci pessoas que adoeceram na tentativa de administrar o hospital, de ficar entre o sofrimento humano e a escassez de recursos.

 

Sabemos que a imagem do Geral ainda precisar ser recuperada. Parte da população ainda acredita que, mesmo antes de ser lá atendida, terá uma experiência ruim. Uma pesquisa de satisfação do ano passado comprovou isso. Muitos ainda acham que se trata de um “local para morrer”.  Trabalhar os aspectos positivos e pedir ajuda de toda a comunidade para resolver os negativos é um caminho necessário nessa mudança tão necessária. Hoje, o Hospital, mesmo sendo reconhecidamente uma instituição filantrópica, é uma das que menos recebe recursos em doação. E uma melhoria em sua imagem reverterá isso, com certeza.

Arq. Damisma Marconi

Arq. Damisma Marconi

Por fim, precisamos de dosagens do otimismo, para que reconheçamos a importância de uma instituição como é o Geral. Por lá, há muitas obras e há também funcionários qualificados trabalhando 24 horas por dia.  Desde 2007, foram conquistados investimentos de infraestrutura que superam os 40 milhões de reais – inclusive para a construção do Anexo 2, um prédio de cinco pavimentos, repleto de possibilidades. Atualmente são pelo menos seis obras importantes em andamento, como a nova UTI Neonatal, o Centro de Parto Normal, a Casa da Gestante (única no estado), o Centro de Imagem com Tomografia própria, a Subestação Elétrica, o Laboratório – algumas delas já em fase avançada. Em breve, começaram obras de reforma do bloco cirúrgico e também de reforma do telhado da instituição.

 

anexo 2

 

O Geral já é o maior hospital municipal de todo o estado, com 266 leitos. Com duas UTI’s adulto e uma neonatal, além de uma sala de cuidados de emergência com equipamentos de suporte à vida para até 10 pessoas (sala laranja). Cirurgias cardíacas e de trauma são ali realizadas. Há duas residências médicas em curso na instituição. Além de residência multiprofissional em parceria com a FEEVALE e o GHC. E como manter toda essa estrutura e os funcionários atendendo apenas pelo SUS?

 

Através de projetos e da conquista de habilitações – processos esses rigorosos. E, nos últimos oito anos, conseguiu-se um incremento de receitas fixas, os chamados repasses estaduais e federais, de quase 60 milhões ao ano. São mais de 5 milhões de reais a cada mês que chegam ao Hospital e aos cidadãos atendidos devido a essas conquistas.

 

Quanto aos profissionais que lá trabalham, destaco que se conseguiu ampliar o número de enfermeiros, técnicos de enfermagem e médicos para níveis mais adequados. Precisa-se, porém, ampliar o número de fisioterapeutas, nutricionistas e algumas outras profissões. Há muitos outros profissionais que sustentam o funcionamento do hospital, entre eles advogados, contadores, profissionais da higienização, cozinha, manutenção e de atendimento. Hoje, a grande maioria dos quase 1.000 profissionais que ali trabalham é concursada.  São, sem dúvida, o maior patrimônio da instituição.

 

Não podemos perder a oportunidade de comemorar essa data da maneira digna, tal qual ela merece. É época de valorizar os funcionários que lá hoje trabalham, os que já deixaram sua contribuição e também de resgatar a imagem perante a comunidade. Sabemos que todos querem contribuir.

 

Grande abraço e espero que as profecias aqui deixadas se concretizem para o bem de todos nós,

Leandro Minozzo

 

 

Matéria sobre o tema no Portal Martin Behrend (2016)

Matéria no AN NH (2016)

Matéria sobre o Hospital Municipal no Grupo Sinos em 2016 

 

“Solidários, seremos união.

Separados uns dos outros seremos pontos de vista.

 Juntos, alcançaremos a realização de nossos propósitos.”

Bezerra de Menezes

 

 

uti adulto

 

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Casa da Gestante (dez/16)

Casa da Gestante (dez/16)

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