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A Ressonância veio normal? Quer dizer, então, que meu familiar não tem Alzheimer?

É fundamental, no diagnóstico das doenças que chamamos de demências, que uma boa entrevista médica seja realizada, assim como exames complementares específicos. Entre esses últimos, temos aqueles que analisam a estrutura do cérebro. Os exames de imagem disponíveis nessa avaliação são a tomografia computadorizada e a ressonância magnética. A tomografia tem a seu favor o baixo custo, enquanto a ressonância, maior capacidade de avaliar lesões vasculares.

Mas por que, afinal, o médico pede esse exame? Ele espera que venha escrito no laudo se é ou não uma demência? A ressonância por conta própria confirma o Alzheimer?

Acho importante explicar esses pontos. Sei que ajudarei familiares, profissionais da saúde e interessados no tema. Em primeiro lugar, a maior relevância desses exames de imagem do cérebro se dá na exclusão de doenças que podem estar causando o prejuízo cognitivo, como o esquecimento. Pode-se investigar se o paciente tem um tumor, um sangramento, hidrocefalia ou um grande derrame (AVC), por exemplo. Esse exame é pedido, principalmente, por essa razão: excluir doenças que podem estar comprometendo as funções cognitivas.  Caso o exame venha normal, ou seja, sem essas alterações, há um aumento na probabilidade da demência ser causada pela doença de Alzheimer.

Ou seja, um laudo normal, sem grandes alterações, num quadro de um idoso com prejuízo na sua capacidade funcional e com piora cognitiva comprovada na entrevista e em testes, aumenta as probabilidades de termos uma demência chamada irreversível, como aquela causada pela Doença de Alzheimer.

Há elementos, porém, em especial na ressonância, que podem contribuir para o médico que avalia o quadro de demência. Costumo solicitar aos médicos radiologistas que avaliem as lesões microvasculares e que avaliem também como estão os hipocampos do paciente. Em alguns casos, quando uma das partes do cérebro (chamados de lobos) está com uma atrofia maior em relação às outras, o exame de imagem pode nos ser útil.

Atualmente, há alguns exames mais avançados que podem contribuir para o diagnóstico do tipo das demências, como o PET-SCAN. Ele é reservado para casos específicos e está disponível em grandes cidades.

É importante falar desses detalhes do diagnóstico do Alzheimer, para que mais pessoas possam ter um atendimento de qualidade. Para as famílias, saber sobre o diagnóstico é estratégico, para que auxiliem em todos os passos. 

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