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As diferenças entre a doença de Alzheimer e outras demências

Olá! É bastante comum os familiares apresentarem dúvidas quanto aos termos usados em medicina. No caso das demências, essas dúvidas são frequentes e devem sempre ser explicadas. Afinal, o que diferencia Alzheimer de outras demências? São doenças diferentes?


Vou explicar aqui de uma forma bastante didática e simples. Caso fosse numa aula para alunos da faculdade ou para outros médicos, eu precisaria fazer algumas ressalvas.


Vamos lá: as demências são uma síndrome, ou seja, um conjunto de doenças com características parecidas. No caso, são doenças que causam prejuízo nas funções cognitivas (como a memória, a linguagem e a orientação no tempo e no espaço, por exemplo) e esse prejuízo é tão significativo que incapacita quem por ela é atingido. Então, a essas doenças que levam à perda de funcionalidade devido aos prejuízos nas funções cognitivas damos a denominação de demências. Há dezenas de doenças que se enquadram nessa síndrome e a mais comum é justamente aquela que você mais ouviu falar, a doença de Alzheimer. Há outros tipos muito frequentes de demência, como a vascular, a frontotemporal, a por Corpos de Lewy e a pela doença de Parkinson.


A doença de Alzheimer possui características que a diferenciam, como o início geralmente lento, afetando principalmente a memória recente. Com a progressão da doença, outras funções cognitivas vão surgindo, como dificuldade na linguagem, orientação, atenção e planejamento de tarefas. Uma característica importante é que, geralmente, nas fases iniciais do quadro da demência de Alzheimer, não há outros sintomas neurológicos ou psiquiátricos associados, como dificuldade na marcha, perda urinária e delírios ou alucinações. Essas manifestações podem surgir na doença, mas normalmente a partir do estágio moderado.


É importante que uma avaliação médica seja feita com bastante calma e as informações sejam organizadas para que se chegue ao diagnóstico provável de Alzheimer e que se consiga elaborar uma pequena lista de outras causas possíveis de demência.


Atualmente, há exames complementares que auxiliam e muito no diagnóstico mais preciso da doença de Alzheimer, como os exames de neuroimagem e a avaliação das proteínas no líquido cefalorraquidiano. Porém, a principal ferramenta para o diagnóstico ainda é a avaliação do médico.

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