Inteligência Emocional - Leandro Minozzo

Inteligência Emocional

Publicado em 9 de setembro de 2011 às 12:42pm

Qualquer um pode zangar-se – isso é fácil. Mas zangar-se com a pessoa certa, na medida certa, na hora certa, pelo motivo certo e da maneira certa – não é fácil.

Aristóteles

Até pouco tempo atrás, o conceito de inteligência preponderante era um tanto quanto limitado. Considerava-se como dotada de inteligência aquela pessoa que fosse boa em domínios lógicos, como matemática, física e com boa memória. A medição da inteligência era baseada no quociente de inteligência (Q.I.). No entanto, percebeu-se que apenas isso não bastava  para determinar o grau de sucesso e de inteligência mais ampla de uma pessoa. Foi quando ressurgiu com Howard Gardner, e com a publicação do best-seller de Daniel Goleman sobre o assunto, o conceito de inteligência emocional. Digo ressurgiu, porque na antiguidade, Platão, em 400 a.C, já falava em educação emocional.

“A Inteligência Emocional envolve a capacidade de perceber acuradamente, de avaliar e de expressar emoções; a capacidade de perceber e/ou gerar sentimentos quando eles facilitam o pensamento; a capacidade de compreender a emoção e o conhecimento emocional; e a capacidade de controlar emoções para promover o crescimento emocional e intelectual”. (Mayer & Salovey, 1997, p. 15)

Quociente emocional ou QE

        1) A capacidade de identificar nosso  estado emocional e o dos outros.

        2) A habilidade de captar o curso natural das emoções.

3) A habilidade de pensar sobre nossas próprias emoções e as dos outros.

        4) A habilidade de controlar nossas emoções e as dos outros.

        Segundo o médico psiquiatra francês David Servan-Schreiber, essas quatro aptidões fornecem a base para o autodomínio e para o sucesso social. Incluo também uma quinta aptidão, que é a capacidade de se auto-motivar.

“O mais poderoso indicador de sucesso como adultos não foi o Q.I. Foi sua habilidade, durante uma infância difícil, em governar emoções, lidar com suas frustrações e cooperar com os outros.” (Goleman)

Impressiono-me ao escrever esse capítulo, pois ao rever uma apresentação que fiz para um grupo de casais de uma igreja perto de casa, vi que em maio de 2009 havia 2451 trabalhos publicados no catálogo virtual chamado PubMed (o mais conceituado em artigos científicos da área médica) sobre inteligência emocional. Hoje, em maio de 2010, são 49.766 trabalhos publicados tratando do assunto. Em um ano, o número de publicações cresceu 40 vezes. Poucos assuntos da área da saúde cresceram tanto em tão pouco tempo!

Cada vez mais, associações são comprovadas entre pessoas com uma inteligência emocional desenvolvida e aspectos positivos de saúde.

 

Como será que anda a sua inteligência emocional? Vale a pena refletir!

 

 

 

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