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Opinião sobre a nova vacina para o Alzheimer: Dr. Leandro Minozzo explica

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Na última terça-feira, uma excelente notícia trouxe esperança na luta contra o Alzheimer. Começou, nos Estados Unidos, uma nova etapa de pesquisa da vacina nasal contra a demência. Chamado de Protollin, o imunizante tem como objetivo estimular as células de defesa a limpar as placas beta-amiloides cerebrais, lesões típicas da doença de Alzheimer.

Os participantes, serão 16 pessoas, todos com a doença diagnosticada nas suas fases iniciais, receberão duas doses da vacina. 

O estudo ainda é considerado em fase bastante inicial, com poucos pacientes sendo analisados. Porém, é mais uma possibilidade para que em alguns anos tenhamos novos recursos disponíveis, eficazes e seguros.

A ciência médica é repleta de etapas e protocolos, justamente para que se chegue a esse resultado: eficácia e segurança.

A repercussão desse estudo tem sido muito grande, no entanto há de se destacar que há outros em estágio muito parecido.

Na Finlândia, há poucos meses foi iniciada pesquisa com outra vacina para o Alzheimer:

Criada pela empresa sueca Alzinova, a ALZ-101 atuará na prevenção do surgimento de oligômeros das placas beta-amiloides – um alvo parecido com o da vacina nasal. O estudo também está em fases iniciais dentro da trajetória do processo científico e um grupo limitado, de 26 pacientes, participará nessa etapa. A previsão é que no segundo semestre de 2023 os resultados sejam divulgados. 

E as notícias sobre vacinas para a demência felizmente não param por aqui.

Estão, nesse momento, também sendo pesquisadas vacinas capazes de atuar na prevenção de outra lesão característica do Alzheimer, os emaranhados neurofibrilares. São lesões que levam diretamente à morte dos neurônios e estão relacionadas a alterações na proteína tau. Uma dessas vacinas em teste é a AADVAC-1.

Ela inclusive já teve um de seus estudos publicado em junho na revista Nature Aging (ADAMANT Trial). A vacina mostrou-se capaz de produzir anticorpos, porém há ainda necessidade de aprofundamento e ampliação da pesquisa, segundo os próprios autores. 

Já se tentou criar vacinas para Alzheimer em outros momentos, com mecanismos diferentes, mais primários. Os estudos ficaram pelo caminho.

Em relação às três vacinas mencionadas,  o que temos é a esperança que, pelo menos, alguma das pesquisas nos traga resultados promissores. Quem sabe, como uma combinação de vacinas e novos medicamentos, conseguiremos bons resultados?

Enquanto isso, repito aqui o que falo no consultório:

há três vacinas para o Alzheimer – exercício físico, dieta mediterrânea e estímulo da mente”. 

Um abraço do Dr. Minozzo!

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