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Os medicamentos para Alzheimer são seguros? O que devemos observar no paciente que está tomando a medicação?

As medicações disponíveis para o tratamento da Doença de Alzheimer aqui Brasil podem ser consideradas seguras. No entanto, é importante que o médico que as prescreve e os cuidadores conheçam seus principais efeitos adversos. Outro detalhe importante quando se indica qualquer medicamento para uma pessoa idosa é a necessidade de individualizar bem as escolhas; digo isso porque são muito comuns a polifarmácia – o uso de 5 ou mais medicamentos – e a multimorbidade.
Temos duas classes de medicamentos disponíveis no tratamento do Alzheimer, os inibidores da acetilcolinesterase (donepezila, galantamina e rivastigmina) e os antagonistas dos receptores NMDA (memantina). Entre as reações adversas do primeiro grupo, temos: a perda de apetite, náusea, vômito, diarreia, alteração no sono, cãibras e redução da frequência dos batimentos cardíacos (chamada de bradicardia). Quando prescritos juntos a outros medicamentos que podem reduzir os batimentos cardíacos, como atenolol ou propranolol, por exemplo, os inibidores de acetilcolinesterase podem causar problemas.


Em relação à memantina, suas principais reações adversas são tontura, dor de cabeça, cansaço, alteração na pressão arterial e constipação.


Sei que a leitura e a ciência da possibilidade de efeitos adversos podem assustar os familiares num primeiro momento, porém, destaco que precisamos sempre estar vigilantes e considerar os possíveis benefícios para os pacientes em cada prescrição. Em relação a esses medicamentos, quando se toma os devidos cuidados na avaliação de cada paciente e se faz as consultas de seguimento com olhos e ouvidos atentos, posso considera-los seguros.
Uma dica prática para colegas médicos e familiares de pessoas com Alzheimer é sempre verificar e registar o peso e a frequência cardíaca, assim como realizar exames de eletrocardiograma quando necessário.
Sempre que um desses sintomas trazidos surgirem, o médico precisa avaliar a continuidade, a interrupção ou a troca do medicamento.

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2 Comentários

    • admin

      Antes de tudo, é necessário observar alguns sinais em relação a suspeita. Mudança de comportamento, esquecimento (principalmente de memória recente), emagrecimento sem causa justificada, dificuldade para realizar atividades sem supervisão, que antes fazia sozinho (a), etc. Após isso, se faz necessário a visita à um médico para um diagnótico completo.

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