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Por que fazer os testes de memória no consultório?

Na avaliação diagnóstica de um paciente com queixas cognitivas, como esquecimento ou confusões, é fundamental que, após uma boa anamnese, o médico realize testes cognitivos. Em todas as recomendações das entidades médicas, a aplicação desses instrumentos é recomendada. A meu ver, a realização dos testes nos permite fugir da subjetividade, ou seja, do achismo. Durante a aplicação dos testes, e com os resultados em mãos, tanto o médico quanto o paciente e a família passam a outro patamar na jornada do diagnóstico.
Esses instrumentos são usados em todo o mundo, são também adaptados a diversas circunstâncias, como a baixa escolaridade e, até mesmo, o analfabetismo. Quando o médico consegue criar um ambiente favorável, o nível de ansiedade do paciente acaba por influenciar muito pouco nos resultados.
Entre esses testes, temos o miniexame do estado mental de Folstein, chamado de minimental; o teste do desenho do relógio; o teste de fluência verbal; a lista de palavras do CERAD e o MoCA. Normalmente, mais de um teste é aplicado, aumentando a sensibilidade da avaliação cognitiva breve.
Há, como muitos sabem, um procedimento mais minucioso chamado avaliação neuropsicológica, realizada por profissionais capacitados. Diferente da avaliação feita pelo médico no consultório, que dura entre 30 a 40 minutos, essa última pode levar entre quatro a cinco consultas.
Deixo esse recado importante a todos interessados em aprender mais sobre Alzheimer e outras demências: os testes cognitivos são fundamentais e devem ser realizados pelo próprio médico durante as consultas de diagnóstico e também de acompanhamento do tratamento.

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