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Tornar-se Pessoa bate à Porta

Apesar dos enormes avanços científicos, das descobertas de como as doenças surgem e dos novos e surpreendentes tratamentos, o distanciamento em relação à nossa natureza humana é a marca do cuidado médico ocidental.

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O processo de despersonalização potencializou-se com a velocidade de informações e das trocas e vai além do cuidado médico: é quase generalizado.  Na educação também percebo essa cultura engessada. No caso da medicina, ao tentar rotular situações de desajuste de humanidades nesse tempo, ela apenas reforça que o importante são os símbolos. Parece não haver tempo, disposição ou sabedoria para lidar com a pessoa.

É estrutural esse distanciamento e ele impede que evoluamos. Nos faz estagnar diante das exigências – que muitas vezes se acumulam – da experiência e do dever que é viver.  Somado à projeção e a cultura da imagem aniquilam o real, a virtude e seu poder de alegria, saúde e cura. O apego material, por fim, quando presente, encarcera qualquer possibilidade nesse sentido de potencial humano.

Ao ser convidado para falar sobre prevenção de doenças, não posso mais deixar de levar essa constatação aos que me honrarão com sua presença.

Preparar uma palestra com sinceridade a si mesmo é um desafio recompensador.

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