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Iniciativa Simples na Campanha de Vacinação Diminuiria AVC em Idosos

Olá!

Hoje vou deixar um texto simples, porém com uma proposta perspicaz.

Sabemos que o acidente vascular cerebral (AVC, ou popularmente chamado derrame) é uma das principais causas de mortalidade e de limitação da qualidade de vida nos idosos. Do tipo mais comum, o isquêmico, uma arritmia cardíaca representa um dos maiores fatores de risco.

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Essa arritmia é a Fibrilação Atrial. Nela, o coração não mais apresenta um ritmo sincronizado em seus batimentos. Eles se tornam irregulares – e isso facilita o surgimento de trombos. Na maioria dos casos, os pacientes são assintomáticos, ou seja, não apresentam sintomas dessa alteração. Infelizmente, muitos pacientes descobrem que têm essa perigosa alteração de ritmo cardíaca somente após um AVC, ou seja, tarde demais.

Falo nessa arritmia e no AVC porque estamos novamente próximos da campanha de vacinação contra a gripe. Idosos de todo Brasil procurarão as unidades de saúde para lá fazerem a vacinação.  Estima-se que 2% deles apresentam a arritmia.

 

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Sempre achei que perdemos muitas oportunidades nessas campanhas. E vou apontar um dos motivos que me levam a pensar assim.

Há uma série de pesquisas mostrando que os gestores de saúde pública podem aproveitar esse momento de vacinação, de contato dos idosos com os sistema de saúde, para justamente fazer uma investigação da fibrilação atrial. Através da ausculta cardíaca, da verificação do pulso braquial ou mesmo na aferição da pressão arterial com aparelhos digitais, se pode fazer um rastreamento da fibrilação atrial em idosos. Existem inclusive aplicativos de celular que realizam essa verificação.

Em muitas unidades básicas de saúde, existem aparelhos de eletrocardiograma – que também podem ser adaptados para fazer esse rastreamento.

 

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Caneta HeartCheck – Verifica Ritmo Instantaneamente

 

É algo extremamente simples, pode ser feito enquanto se espera a chamada para a vacinação e quem executa a tarefa não precisa ser o médico. Pode ser o enfermeiro, técnico de enfermagem ou outro profissional da equipe.

Uma vez diagnosticada uma alteração, o paciente idoso poderá consultar com o médico da unidade e o mesmo solicitar um eletrocardiograma e decidir quanto ao início do tratamento ou ao encaminhamento para o cardiologista. Isso tudo, o que é interessante, antes de um derrame.

Qual custo disso? Praticamente nenhum!

As prefeituras no Brasil todo possuem autonomia para realizar ações como essa, não precisam esperar a Secretaria Estadual de Saúde, muito menos o Ministério tomar a iniciativa.

 

Um grande abraço,

Leandro Minozzo

 

Referências:

https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC5072135/

https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/26464292

https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/16202350

 

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