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Recebendo a notícia que o paciente tem a doença de Alzheimer.

Não é nada fácil receber a notícia que um familiar, geralmente uma pessoa muita querida por nós, está com Alzheimer. Mesmo que a suspeita paire, nada se compara com a concretude das palavras proferidas pelo médico no consultório. “Sua mãe está com umas demência e provavelmente, pelas características, seja Alzheimer”. O impacto nos olhares dos familiares é instantâneo. E, sei bem, que essa sensação de confusão, de medo e de insegurança se estende para além do apagar das luzes, dividem o travesseiro por muitos dias.  

O que tento fazer no consultório, e digo tento porque nem sempre acerto, é mostrar que há muito o que se fazer e que a família, como um todo, não estará sozinha a partir daquele momento. Tento, realmente, entregar o que tenho de mais humano e sincero para que isso aconteça.  

Gostaria de dizer a todos que há pouco receberam essa notícia que vocês têm todo o direito do mundo de se sentirem confusos, com medo e, mesmo que sejam muito bem resolvidos na vida, já adultos, de se sentir perdidos e sem saber o que fazer.  

Porém, não recomendo que se escondam na negação ou adotem uma postura de desacreditar das orientações dos médicos. Esse, com certeza, é o pior caminho após receber a notícia.  

E qual seria, então, o melhor? Buscar aprender muito, mas muito mesmo sobre todo o desafio que se inicia, com humildade, flexibilidade e ternura no coração. 

Abraços! 

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